Sábado, 1 de Novembro de 2008

Ainda sobre o livro do Pac...

Ainda sobre o livro do Pac, não tive oportunidade de vir escrever mal acabei de o ler...primeiro porque eram 5 horas da manhã e já estava com sono e segundo porque, ao que parece, agora sou apliacada na faculdade ( yeah right :p)

Bem isto já eu vos tinha informado. Agora a novidade, que não é propriamente uma surpresa, é que o livro está mesmo bom e guloso...desafio-vos a começarem a ler e conseguirem parar sem ser no fim. Antes de mais, um sincero miuto obrigado à morce =D

Das várias crónicas que estão no meu leque das preferidas, há uma que se destaca pelos sentimentos que consegue transmitir e porque à medida que ia lendo ia concordando e pensando que tenho algumas pessoas importantes na minha vida que vão ficando 'esquecidas' por "merdices". Em conversa com o pessoal de vez em quando surge a frase 'ah em casamentos e funerais é q nos encontramos tds', e pensando bem, muitas vezes é mesmo isso qeu acontece. Infelizmente. Bem segue-se a crónica:

 

(A Educação de) Rita

 

As primeiras memórias que tenho da Rita remontam ao secundário. Na altura sobressaía de entre os alunos por ser das poucas pessoas que não iam atrás dos vários rebanhos que pastavam pela escola: não era beta, punk ou heavy, não era "vanguarda" (bem, talvez um pouco): era a Rita. Bonita. Muito. Inacessível. Eu era quatro anos mais novo: no secundário, significavam décadas. Algum tempo mais tarde, porém, viria a encontrá-la na noite do Bairro Alto. Ela riu-se e achou piada ao puto que entretanto crescera. Falámos, dançámos. E falámos de novo. Até chegar aquele momento inevitável em que parámos. De falar, de pensar. E surgiu o beijo. O primeiro entre muitos. Namorámos cerca de quatro anos. Aprendi a ler doutra forma, a ver cinema de outra forma. Aprendi a gostar de uma pessoa a sério, também.

Mais tarde percebi que, como se se pode apaixonar, também se pode perder essa paixão. Acabámos por ficar amigos, mas com o passar do tempo, seguimos por caminhos diferentes e fomos deixando o nosso contacto resumir-se a um telefonema rápido ou uma sms em Natais e aniversários. Porque não havia tempo, por isto e por aquilo. Por merdices.

Há dois dias atrás recebi um telefonema que me deixou destroçado. A Rita morrera na véspera. Foi-lhe diagnosticado um cancro que se revelou em fase termina, e, segundo o que me foi dito, fez questão que ninguém, para além da família soubesse. Orgulho ou altruísmo corajoso, um deles ou os dois ao mesmo tempo, só ela o saberia dizer. Despedi-me da Rita com um beijo no velório e em pensamento no funeral. Gostava de o ter feito de outra forma, noutra altura, noutro lugar. Dizer-lhe que foi e continua a ser uma das pessoas mais importantes da minha vida, apesar do nosso afastamento , que agora dói. Muito. Agora, digo-te que me deixaste uma última lição que pensava saber de cor, até vê-la aplicada, de facto.

 

 

Dá que pensar...*

 

 

publicado por Sofs às 23:01

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3 comentários:
De Morce a 2 de Novembro de 2008 às 21:08
Tinhas mesmo de meter a merda da crónica antes de mim não era?
Tendo em conta que fui EU a fantástica pessoa que te emprestou o livro, devias ter-me deixado meter primeiro mas tass. Um dia destes conversamos.
De Mia a 2 de Novembro de 2008 às 21:29
bahhh :( vou chorar ...
De Marta a 5 de Dezembro de 2008 às 10:04
A Rita é minha irmã e foi uma homenagem muito bonita que o Carlos lhe fez...

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